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terça-feira, 27 de março de 2012

Confecção de Quadro em lã Cardada - Panô


Artesã: Karina P. Matthiesen



O DIA EM QUE O ROUXINOL CONVERSOU COM O GNOMO
A manhã estava ensolarada! As nuvens claras que corriam no céu pareciam um rebanho de ovelhinhas sem o pastor. Eram alvas como o luar. Moviam-se em paz.
O jardim abrigava as mais belas e coloridas flores, e o orvalho em suas pétalas brilhava ao sol. Um antiqüíssimo e nodoso carvalho, que ficava na entrada do grande jardim, era o castelo do rouxinol. O vento movia os galhos de sua enorme copa, e conforme o sol batia, as sombras eram mais escuras ou mais claras.
O rouxinol resolveu descer de sua morada para sorver um pouco do orvalho fresco das flores. Foi quando, da fenda de um pedra incrustada no solo, viu um gnomo, espiando para fora. Ele tinha uma cabeça grande e uma expressão sábia.
“Como foi que apareceste aqui?”-perguntou o rouxinol, que sabia muito bem que os gnomos existem.
Ëstava observando você descer de seu gigantesco carvalho e tive a curiosidade de saber como você vê a terra de lá das alturas !”
“Pois vou te contar!”-falou o pássaro.
E foi assim que começou uma longa conversa entre o gnomo e o rouxinol!
“Quando descrevo meus altos círculos pelos ares –disse o rouxinol –e quando a terra debeixo de mim e cada coisa que existe vão se tornando cada vez menores, eu enxergo melhor o conjunto todo. A terra inteira é como um ser. As montanhas e as pedras são como seus ossos, os rios como o sangue, o solo e os campos nos vale férteis são como os músculos, as florestas e os prados são como o peito e os ventos são como a respiração desse grande ser.”
Depois, foi a vez de o rouxinol indagar ao velho gnomo, que parecia conhecer os mais antigos segredos da Terra:
“Você por acaso sabe de onde surgiram tão lindas flores, que brilham com o toque dos raios do sol em seu orvalho?”
“Ah, disso eu sei! –respondeu o velho gnomo. É uma longa e bela história!”
“N princípio, houve a Criação. O céu havia sido separado da terra. A terra acabara de surgir das águas, estava esparramada, e era jovem e cheia de esperança em sua alegria, como uma noiva. O Pai celeste caminhou sobre a terra e disse: Agora devem descer sobre elas ervas e flores. Ela deverá  transformar-se numa imagem do céu. Vocês, estrelas, venham e ajudem a terra! As estrelas então ajudaram, e por toda a parte as flores brotaram e enfeitaram a terra com as mais variadas cores. E muitas revelaram, em suas formas, que são filhas das estrelas. Algumas tem a aparência de pequenos sóis, especialmente o girassol e o dente-de-leão. Outras parecem uma cruz, um quadro lunar, um disco...A cada flor que se abre – prosseguiu ele – desabrocha um raio de estrela sobre a terra.”
E assim passaram o dia, um pergunta daqui, outro pergunta dali...E quando o rouxinol percebeu, o sol já estava mandando seus últimos raios. Os dois nem viram o tempo passar! E juntos com o sol que se recolhia, a figura do gnomo também ia se apagando. Já surgiam no céu  os esboços das estrelas. Logo, elas iriam raiar, como as flores o fazem durante o dia. E antes de se recolher, o rouxinol pousou na roseira e cantou para as pedras e para as estrelas, para as flores e para os animais, e sua canção levaria a notícia de como é belo e grande o mundo.
                              Autora: Ana Carolina Meirelles

Confecção de quadro em lã cardada - Panô.



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